quarta-feira, 24 de março de 2010
Passageiros de um Sonho
Contato Imediato (Arnaldo Antunes)
Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear
No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal
Se o pensamento duvidar
Todos os meus poros vão dizer
Estou pronto para embarcar
Sem me preocupar e sem temer
Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou
Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você
No seu balão de são joão
Que caia bem na minha mão
Ou numa pipa de papel
Me leve para além do céu
Se o coração disparar
Quando eu levantar os pés do chão
A imensidão vai me abraçar
E acalmar a minha pulsação
Longe de mim
Solto no ar
Dentro do amor
Livre para navegar
Indo para onde for
O seu disco voador
Bom fica nosso convite para essa viagem, mas eu pergunto:
Para onde vamos?
Felipe Custódio
PRIMEIRO CONTATO
Me pego a recordar como meus projetos, minhas invenções
Trouxeram outras idéias que compartilhei com outras nações
Conto a vocês talvez em forma de metáfora meu destino
Que antes nunca tinha percebido
Sobre a DÚVIDA criei o impossível
Fiz o homem voar no impulso de meu sentido
Sentido este que me faz aterrissar quando penso que as barreiras qualquer um pode ultrapassar.
Pois bem, este sentido parece meio complicado
Algo criado por um cientista, algo friamente calculado
Porém, eu diria que seria mais simples, algo mais leve
Como um sopro quente e breve
De uma brisa que as nuvens carregam
E as dores do SILÊNCIO levam
Eu me lembro muito bem
Numa tarde SILENCIOSA como qualquer outra
Cortado pelo zumbido de uma senhora bem louca
Era pequena, rápida, esguia e bela
Apresento a você sua alteza: LIBÉLULA
Talvez aquela tarde não teria sido tão diferente
Se não fosse aquelas lindas borboletas
Ao posar nas cheirosas violetas
Chamando atenção minha e de vossa alteza...
A leveza e a velocidade das borboletas
Formando desenhos intricados de rara beleza
Trouxeram felicidade a sua alteza
Porém ficou triste ao perceber
Que maltratavam um pequeno ser
Que lutava para ver o céu entre as folhagens da relva
Só para ver o céu mais de perto, talvez sair daquela selva...
- Porque queres voar pequenina?
Se é um pequeno inseto sem serventia?
Falou uma das borboletas
Quieta analisou-as, olhou novamente para o céu azulado
E decidiu que a elas iria dar o trocado
- Um dia inventarei asas pra voar
Elas não perdem por esperar...
Ali observando aquelas palavras fiquei sentado
Vendo aquela situação preferi não interferi e ficar calado
O pequeno ser era uma lagarta miúda verde e sem graça
Que a todos servia de piada.
Achava que os pássaros, as borboletas eram símbolo de LIBERDADE
E decidiu inventar asas para desvendar tal verdade...
- Como começar? Como fazer-me voar?
Indagou-se a pequena lagarta faceira
- Acho que vou começar com as folhas de bananeira
No qual sei que vão funcionar!
E vi a tentativa frustrada do pequeno a saltar!
E lá estava a ela no chão a esborrachar...
Neste momento quando todos riam de sua tentativa
Só pensava que poderia ter outra idéia noutro dia, e noutro dia...
Até que um dia pudesse a aposta conseguir.
Acompanhei todas as suas tentativas de abrir asas e sair
E num dia igual a este quando fui vê-la
Estava ela com um pequeno balão de teia
Feita pela dona Aranhia e suas amigas....
Ela estava voando, na altura dos pássaros
Acima das borboletas ao lado de sua alteza
LIBÉLULA também conhecida como princesa
Das águas e dos ares do reino das realezas...
Entendi sua alegria por todos aqueles olhares
De inveja, ou repreensão por ver que a lagartinha
Finalmente voar conseguiria...
Mas quando estava a pairar sobre as arvores
Sentiu uma dor estranha naquela tarde
E decidiu seu balão pousar...
Recolheu-se para sua casa, seu casulo
E de lá não quis voltar...
As borboletas, os pássaros e sua Alteza
Ficaram intrigados por tal estranheza
E decidiram visitar a lagarta para ver se a ela algo melhorava...
Nada mudou por semanas e eu fiquei ali tentado entender
O que estava acontecendo com aquele pequeno ser...
Num dia quando voltei da escola, voltei correndo pra ver
Se algo mudara naquele pequeno ser...
E sim....Havia uma grande festa pois surgira no meio da floresta
A borboleta mais linda que todos já tinham visto falar
Mas não pude acreditar que esta seria aquela pequena lagartinha a se transformar...
E neste momento de festa ponho-me a perguntar:
Será que as borboletas lembram que já foram uma lagarta?
Será que a lagarta sabe que um dia vai voar?
domingo, 21 de março de 2010
Sonhos e Metas
Tem sido um balsamo recordar dessa fase doce de minha vida. Por muito tempo me senti alijada da infância.
Ontem coincidentemente, na casa de uma amiga, me deparei com um texto de Roberta Faria – Editora chefe da revista Sorria, falando exatamente desse assunto e que transcrevo um trecho aqui na ânsia de compartilhar sua delicadeza e importância para o trabalho que estamos desenvolvendo em busca de sentido verdadeiro, sentido que emprestamos a partir de nossos experiências vividas, agregando a obra de arte uma importância única. Assim:
“Um dia, a idéia apareceu, e pronto: De repente, eu soube que, se escavasse um buraco bem fundo na areia do parquinho, iria encontrar água. Não essa de poça: água azul-clarinha, transparente, como de piscina, cheia de flores e peixes coloridos. Então, mergulharia no buraco. Nadando entre os cavalos marinhos, chegaria ao lago. Lá o arco-íris do céu nunca sumia, a água clarinha da cachoeira caia sem machucar, podia ir na roda gigante e comer cachorro quente até cansar. Mais ninguém morava ali, só os unicórnios. Tinha certeza absoluta de que este lugar era real. Podia descrevê-lo em detalhes, sentir seus cheiros, cores e sons. Em todos os meus recreios dos meus 6 anos me punha a cavar. Imaginar é o maior dos superpoderes. Se não dá vida aos sonhos, ao menos nos deixa mais perto das vidas que sonhamos ter. E faz tudo ser possível outra vez”.
Sinto falta de verdades inquestionáveis assim. De tanto nos dizerem que não dá, não pode, não existe, desaprendemos a imaginar o impossível. Passamos a duvidar dos sonhos. Retornar e essas lembranças fortalece minha crença nos sonhos. E sonhos compartilhados, sabemos, são ainda mais poderosos.
Como meta coreográfica, me coloco o desafio de trabalhar, utilizando como suporte também para a preparação física, a técnica do bale clássico, vislumbrando muitos deslocamentos espaciais leves, giros, saltos e conduções corporais em duplas, trios ou quartetos, sempre com muita delicadeza, agilidade e destreza próprias da dança clássica que possam contribuir/colocar-se a serviço de contar uma história. Tarefa que pretendo desenvolver buscando comunicação, beleza, magia e brincadeira. Será que eu consigo? Baita desafio! Ufa, não estou sozinha, trabalharemos juntos!
Também trabalhando na busca de aproveitar o potencial de cada ator, a partir do material que iremos levantar através do ensaios, pretendo juntar a técnica perfeita do bale clássico acompanhada do sonho de toda criança de voar nas pontas dos pés, a mágica proposta através da criação de personagens/corpos imaginários, que possam nos conduzir à criança de cada um de nós e assim, através dessa cumplicidade, despertar a curiosidade e o interesse das crianças com as quais iremos compartilhar esta história.
A preparação física irá exigir dos atores interesse e dedicação para que eles possam, através da assimilação da técnica, aliada a criação corporal e coreográfica, aproveitar o material treinado/criado inserindo-o em seus improvisos de cenas. Os atores poderão ainda aproveitar esse repertório de movimentos como ponto de partida para a construção desses seres mágicos que saem debaixo da cama do quarto de Albertinho. Será esse o início de tudo ?!?!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Inventadas Num Papel
Numa folha de papel nasce um sonho intrigante
Um sonho de voar através das nuvens, através dos horizontes.
Um sonho que poderá ser de tantos, de tantos Santos,
De Santos Dumont.
Pipas, balões, dirigíveis e aviões: a liberdade de viver
Um sonho antes “impossível” afirmou - Voar como os pássaros no ar - como tantos, de tantos Sonhos,
De Sonhos Dumont.
Seres encantados, catalogados e numerados foram esboçados
A partir da observação da natureza e dos livros de Verne nunca abandonados
Que na infância serviram de motivação para concretização de tantos, de tantos Planos,
De Planos Dumont.
A magia da imaginação trouxe a confiança que transformou o medo de errar
Na coragem de um jovem que lutou com esperança mesmo após falhar
E para que a falha nunca fosse um obstáculo ousou na vida como tantos, de tantos Loucos
De Loucos Dumont.
Viajar num balão, num dirigível ou num avião é encurtar distancias
Também é transportar pessoas, culturas de todas as idades com suas importâncias
É acreditar na força de quando se compartilha sonhar é encantar a tantos, de tantos Cantos,
De Cantos Dumont.
Mas mesmo com a cabeça nas nuvens a pairar
Seus pés estavam sempre no chão a enraizar
Porque sua fé aliada com a vontade de superar despertou em tantos um Santos Dumont...
E estes tantos transformaram o mito da Aviação no símbolo que encantou gerações
Gerações inspiradas a inventar SONHOS, PLANOS LOUCOS DE TODOS OS CANTOS de todas as nações.
Mas em especial Curitiba, num lugarzinho no meio de tantos outros no mapa
Abriga a Cia. do Abração que em sua história encontra e quer encontrar TANTOS, TANTOS ARTISTAS
COMO ARTISTAS SANTOS DUMONT.
Por Aline (NEGRA) Silva
quarta-feira, 17 de março de 2010
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA, O PRIMEIRO VÔO...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ícaro, Dédalo e as famosas asas
Icaro, Dédalo, e as famosas asas
O mito de Ícaro, e suas asas, é um dos mais famosos da Mitologia Grega. Segue-se um pequeno resumo do mesmo:Dédalo era um soberbo inventor, que trabalhava vulgarmente com o seu sobrinho Talo, do qual estava encarregado da educação.Talo, um dia, após passear pela praia, viu o esqueleto de um peixe, forma na qual se viria a inspirar para criar a primeira serra. Com alguma inveja, Dédalo tentou matar este seu sobrinho, atirando-o de um sítio alto. Contudo, antes que atingisse o chão, os deuses interviriam, e o jovem foi transformado numa perdiz, que voou para evitar a desgraça iminente.Culpado de homicídio, Dédalo foi obrigado a abandonar a cidade natal, indo refugiar-se em Creta, a ilha do famoso rei Minos . Aí, foi incumbido de construir um labirinto, onde o famoso Minotauro viria a ser aprisionado.Seria, mais tarde, impedido de deixar esta ilha, altura em que concebeu a sua mais famosa invenção, umas asas que lhe permitiriam voar. Pretendia, juntamente com o filho, usá-las para escapar da ilha. No entanto, as coisas não iriam correr bem para o pequeno Ícaro. Ignorando os conselhos de Dédalo, voou demasiado alto, o que fez com que a cera que prendia as asas derretesse, precipitando-o no mar. Quando a Dédalo, escapou da sua prisão e passou a viver na ilha da Sicília.Apesar deste mito apresentar diversos pormenores bastante interessantes, é sempre dada especial relevância às asas usadas pelos dois heróis. Somente muitos séculos mais tarde é que a humanidade foi capaz de cruzar os céus, mas ainda hoje se podem entender estas asas como sendo as da imaginação humana que, ao tentar obter o que lhe parece impossível, acaba sempre por criar novos, e mais ousados, objectivos.Ainda assim, é preciso ter algum cuidado com a forma como se pretendem alcançar esses propósitos - quiçá para tentar equiparar-se a Hélio, Ícaro voou mais alto, uma acção impensada que o precipitou para um mar eterno. Tendo o mito em mente, torna-se mais claro que os os humanos deverão, também eles, pensar nas consequências reais dos seus actos.Contudo, existe ainda um outro pormenor que deve ser analisado. Contrariamente à parte final do mito, em que Dédalo é mostrado como um genial inventor, o episódio que leva à sua expulsão de Atenas é o de um mero mortal. Contrariamente ao que sucede com Orfeu, Herácles ou Odisseu , Dédalo é mostrado como alguém com falhas humanas, entre elas a inveja. Tendo em conta que é esta a mesma figura que, anos mais tarde, incita Ícaro a um prudência certamente adquirida com o avançar da idade, surge-nos uma interessante dualidade - tem-se a curiosidade juvenil de Ícaro, oposta à experiência de um maduro Dédalo, que parece ter aprendido com os erros do passado.Enquanto que a ousadia de Ícaro é certamente um dos mais importantes aspectos da mente humana, é também necessário viver com a prudência de Dédalo, sem a qual algumas decisões se podem tornar muito perigosas. Há que saber quando se deve arriscar e quando se devem retrair os impulsos curiosos, e acaba por ser essa uma das mais importantes lições a tirar deste mito.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
8²
1- Demoiselle – aperfeiçoou o avião, queria também que Demoiselle popularizasse a aviação. Eram leves baratos e Dumond disponibilizava para qualquer um que interessasse o projeto.
2- Relógio de pulso – interessante, pois um invento puxou o outro. O relógio de pulso é um filhote do avião, e nem por isso se parece com ele, e nem por isso tem haver diretamente com aviação.
3- Brasil – O primeiro balão que Dumond, dócil, pequeno... e de nome BRASIL.
4- Hangar com porta de correr – Além de inventar o avião, inventou uma casa para o avião. E com portas super modernas!
5- N1 – O primeiro dirigível do Dumond, com ele queria controlar o vôo, dirigibilidade, e foi desacreditado pela forma que imaginou o seu dirigível. O N1 quase matou Dumond, mas nem por isso desistiu dos seus inventos.
6- Moda – Santos Dumond no amplo sentido da palavra inventava moda. Desde de ‘aeronave mais pesada que o ar?’, ‘Balão com motor’, ‘Desmontar carros para ver como funciona?’, ‘Deixar uma mulher pilotar seus inventos’. Até usar colarinhos altos e brancos ou um estiloso chapéu panamá moldado pelo carburador do dirigível número 9.
7- 14 Bis – voou com uma máquina mais pesada que o ar. Da Vinci teve ter tido orgulho do colega.
8- Fé – para si mesmo. Inventou de usar a medalhinha de São Bento que a Princesa Isabel deu para ele depois de uma queda. Inventou de ter fé em tudo que acreditava. Pena que um dia ele esqueceu que inventou a fé para si. E desistiu para sempre de inventar.
E agora os 8 valores relacionados a Santos Dumond, também em ordem aleatória:
1- Resiliência
2- Fé
3- Acreditar em si mesmo.
4- Construir seus sonhos
5- Sempre é tempo de brincar
6- Não desistir, apesar dos obstáculos
7- Lembrar da suas origens
8- Generosidade e desapego.
Texto poético 09/03/2009
"Dizem que um Sonhador nunca vai ser alguma coisa. É verdade! Um Sonhador simplesmente já é. Eu, por exemplo, já vôo. Só estou me preparando pra tirar os pés do chão."
"Sonho é uma vontade que nunca passa.Uma vontade que nunca envelhece. Na verdade ele é um eterno bebezinho, e o chorinho desse bebê é um despertador que faz a gente acordar pra dentro."
"Prender sonhos é como segurar o pum. Vamos ficando pesados, incomodados. E não adianta! Uma hora ou outra ele vai sair voando sozinho."
"É o sonho que faz a gente acordar de manhã cedinho.
É o sonho que faz a gente aguentar mais um pouquinho.
É o sonho que faz atleta levar bolada e segurar o choro para continuar.
É o sonho que faz bailarina levar tombão e continuar dançando.
É o sonho que faz gordinho fazer dieta, e magrinho raspar o prato.
É o sonho que transforma sacrifício em ofício." (preciso finalizar)
terça-feira, 19 de maio de 2009
8X8
1 Inspirado nos livros de Júlio Verne, SD inventou de inventar. Com isso, podemos falar de valorização à leitura e semeadura de sonhos.2 Inventou de ir à França. Um golpe de iniciativa em busca da concretização de seu ideal. Ele sabia o que queria e não esperou muito para mostar que não basta querer, há que realizar.3 Na França, entre um invento e outro, inventou moda com seu chapéu panamá amassado, seu colarinho alto, seus ternos alinhados e seu bigodinho de "molhar na sopa". O valor da criatividade que animava até o desalinho de uma uma queda.4 Como bom brasileiro inventou o Brasil no estrangeiro, e diga-se, um bom Brasil! Um balão pequeno, redondo, o mais lindo, o Brasil. Para batizar o seu primeiro balão com este nome era preciso muita fé que esta terra iria levantar, sair do chão e aparecer aos olhos de todos.5 De vento em vento, inventou , inventou e ventou muito. Quanta persistência!6 Inventou o Avião. Primeiro colocou asas no balão, depois inovou e tirou a grande bola de gás e fez o grande pássaro correr e decolar.7 Saudades de casa, da família, valorizando a terra natal, sua raíz, inventou de voltar pra casa.8 Não se sabe bem os porquês mas ele inventou de voar, sem balão, sem avião, um pulinho e tirou os pés do chão e voou, voou... na vida fingiu coragem e enfrentou o perigo, até não fingir mais e enfrentar a vida. Lá se foi SD, como um passarinho fugitivo da gaiola.
"O sonhador tem sempre uma nuvem a transformar. A nuvem nos ajuda a sonhar a transformação."
Gaston Bachelard